O Conto da Princesa Kaguya

Por - setembro 28, 2020

Um cortador de bambu acaba encontrando uma pequenina menina dentro de um broto e a leva para casa acreditando ter sido abençoado pelos céus. Ao chegar em casa ele e sua esposa se deparam com o pequeno ser se transformando em um lindo bebê, e decidem criá la como filha. 

Com o passar do tempo e o crescimento acelerado da menina, Sanuki acabou encontrando mais dois brotos de bambu brilhantes, contendo ouro e tecidos muito valiosos. O cortador de bambu conclui que os céus queria que a menina tivesse uma vida melhor do que viver no campo e decidiu que a levaria para cidade. Chegando na cidade logo a jovem se torna a Princesa Kaguya, “uma figura tão graciosa quanto um bambu delicado, uma beleza que resplandece de dentro dela. Eu dou a ela um nome que significa luz brilhante.”

O pai de Kaguya estava tão obcecado em tornar a filha uma dama e conquistar prestígio na corte, que contrata uma professora para lhe ensinar bons modos, coisa que a menina pouco se importa. O que a Princesa queria mesmo era ser livre, para cantar com os pássaros, dançar com os animais, se expressar através de seus desenhos e aproveitar o doce ar da natureza. Mas tem todos os seus sonhos e sentimentos silenciados pela ganância de seu pai e pela rigidez de sua tutora Sagami, que acredita que a menina precisa se preparar para ser uma boa esposa. 


Aos poucos a menina vai deixando de ser quem gostaria e começa a se transformar cada vez mais no que as pessoas esperavam que ela fosse. Uma nobre dama. Uma boa esposa. 

Kaguya sofrendo em silêncio e tendo sempre suas vontades negadas deseja voltar para casa, e é exatamente isso que acontece. Seres celestiais a buscam para levá-la de volta ao seu lugar de origem, a lua. Com intuito de libertá-la daquela prisão e de todo sofrimento sua memória é apagada e ela esquece todos os bons momentos de quando viveu no campo. 

Sua família óbvio fica despedaçada ao vê-la partir. E isso só me faz pensar em como por conta da ganância por poder eles deixaram de aproveitar o tempo que tinham com ela. Se eles tivessem permanecido no campo, com uma vida simples, talvez teriam sido mais felizes, talvez ela teria partido, mas eles saberiam que aproveitaram o tempo com ela da melhor maneira possível. 

No fim fica claro que riqueza não é felicidade. 


O Conto da Princesa Kaguya ganhou vida graças a Isao Takahata, e as ilustrações foram desenhadas e pintadas à mão para só depois serem pós produzidas em computadores. Confesso que eu amei esse estilo e temática mais naturalista da história. Mesmo tendo sido pós produzido em computador as ilustrações realmente parecem ter saído dos papéis direto para tela. É muito encantador.

O filme é baseado em um antigo conto japonês intitulado "O Conto do Cortador de Bambu", e foi lançado pelo estúdio de animação japonesa Ghibi em 2013. Para quem quiser assistir está disponível na Netflix.


Me conta se você já assistiu e o que achou?


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