Klaus

Por - dezembro 05, 2020

contém spoiler

Está oficialmente aberta a temporada de Natal 2020. Esse ano foi extremamente estressante e difícil mas eu quero aproveitar essa época para relaxar um pouco. Uma das minhas tradições preferidas do Natal  é assistir filmes com essa temática natalina, e quero aproveitar esse espaço para falar um pouquinho das produções que eu mais gostei de ver. 

Em Klaus vamos acompanhar Jesper (voz original de Jason e em português Rodrigo Santoro), um jovem rapaz mimado e preguiçoso, aprendiz de carteiro que não quer de jeito nenhum largar a vida boa. Seu pai, presidente dos correios, cansado de ver o rumo que o filho está indo o envia para Smeeresnburg, cidade nórdica praticamente esquecida por todos, com a função de abrir uma filial e enviar 6 mil cartas no período de um ano. Se Jesper não cumprir a tarefa ele perderá o direito da herança. Chegando no local Jesper se depara com uma cidade cinzenta e sombria. Ele então descobre o conflito entre os clãs Krum e Ellingboes que se enfrentam diariamente e que acabou com toda a alegria da ilha. 
No primeiro dia de trabalho ele fica sabendo que as pessoas de Smeeresnburg não envia nem recebe cartas. No processo de descobrir o que fará para cumprir sua tarefa ele acaba conhecendo Klaus (voz original J.K. Simmons e em português Daniel Boaventura), um senhor sério, de cabelos longos e barba branca, que vive nas montanhas e que tem muitos brinquedos em casa desenvolvidos por ele mesmo. A princípio Jesper fica com medo desse homem solitário mas logo descobre seu bom coração. É que Klaus acaba encontrando um desenho de um menino prisioneiro e decide enviar um brinquedo para a criança. Esse pequeno gesto acaba virando novidade na cidade e outras crianças começam a querer enviar cartas para Klaus com intuito de receber um presente também. Jesper vê aí a possibilidade de alavancar seus negócios, cumprir sua tarefa e voltar para casa. Cada vez mais as crianças apareciam interessadas em enviar cartas, algumas até fora até Alva (voz original Rashida Jones e em português Fernanda Vasconcellos) para ela ensinar-lhes a escrever, e assim o negócio de Jesper foi evoluindo. Com isso as pessoas da cidade começaram a ficar mais próximas, e alguns membros dos clãs Krum e Ellingboes até deixaram as rivalidades de lado. 

“Um ato gentil de verdade sempre gera mais gentileza.” - Klaus

O que eu mais amo nesse filme é como o encontro entre Jesper e Klaus transformaram a vida um do outro, e inevitavelmente mudou a vida das pessoas ao redor. Que é o caso da professora Alva, que foi enviada para lecionar em uma cidade distante e desconhecida e chegando lá descobriu que as crianças não iam à escola. Para sobreviver, juntar dinheiro e ir embora ela começou a vender peixes. Então esse negócio das cartas também foi uma oportunidade para que ela fizesse o que tanto ama, ensinar. Jesper que estava apenas pensando em enviar as seis mil cartas e sair correndo dali também viu seu destino mudar. E até o Klaus teve uma segunda chance de encontrar um novo sentido pra vida depois de uma perda tão grande. Acontece que esse negócio das cartas e dos brinquedos aos poucos transformou a comunidade toda e finalmente o povo de Smeeresnburg começou a ter mais tolerância, ser mais generoso e ter compaixão e empatia com o próximo. 

Depois de algumas reviravoltas e colocar quase tudo a perder, o jovem carteiro entende que o afeto e o carinho que você nutre pelas pessoas vale mais do que qualquer luxo ou riqueza. 
“Eu procurei ele por todo lado. Perguntei pra todo mundo, mas ninguém sabia dele. Sem se despedir, sem dar nenhuma explicação. É como se ele tivesse simplesmente sumido do nada. O que aconteceu com ele depois daquilo? Como e porque? Não dá nem para tentar entender. Parei de procurar um sentido já tem muito tempo. Mas o que eu sei, é que uma vez por ano eu posso ver o meu amigo.”

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